PEGADA DE CARBONO
Pegada de carbono é a medida do impacto das atividades humanas sobre as emissões de gases do efeito estufa, ou seja, condiz com a quantidade de dióxido de carbono equivalente liberada na realização de cada atividade.
O ciclo de vida de um produto pode ser usado como exemplo. Durante a fabricação, várias etapas liberam gases do efeito estufa, como a extração e o transporte das matérias-primas, a energia utilizada, o transporte do próprio produto, a estocagem (pode incluir câmaras frias) e finalmente a disposição (em lixões, aterros sanitários ou incineradores).
Saiba como agir para reduzir sua pegada de carbono
Uma das iniciativas mais eficazes para reduzir a pegada de carbono é diminuir a dependência de combustíveis fósseis que, quando queimados, emitem toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Outro fator importante é a economia de energia elétrica. Além de reduzir os custos com a conta de luz no fim do mês, essa ação colabora com os esforços globais de mitigação dos impactos do desenvolvimento humano sobre os recursos naturais.
Acompanhe algumas sugestões de como reduzir a pegada de carbono nas atividades diárias.*
• Na rua
• Em casa
• No trabalho
• Na vida pessoal
Na rua
• Na hora de comprar um veículo, prefira os que vêm com a opção flex fuel, abastecer com etanol é menos prejudicial ao ambiente. Quanto maior e mais potente o motor do carro, mais ele irá consumir e poluir.
• Faça regulagem periódica do veículo e prefira lavagem a seco (algumas opções são mais baratas que a tradicional usando água).
• Não jogue lixo na rua.
Em casa
• Aproveite a luz do sol para iluminar a casa, abra bem as janelas e cortinas.
• Use o aparelho de ar-condicionado de maneira racional: com portas e janelas fechadas e os filtros regularmente limpos.
• Cuidado para não esquecer o carregador do celular ligado na tomada.
• Prefira água filtrada à engarrafada, que exige transporte por veículos a diesel.
• Utilize recipientes reutilizáveis, como as bombonas de 10 e 20 litros, ao invés de garrafas descartáveis de plástico. Na composição do plástico exitem elementos derivados do petróleo.
• Não seque roupas atrás da geladeira, isso aumenta consideravelmente o consumo de energia. O varal tradicional é sempre mais indicado que a secadora.
• Use restos de alimentos como adubo orgânico nos vasos de flores ou plantas.
• Realize transações bancárias pela internet – economize o tempo e combustível do deslocamento.
• Procure fazer compras nos mercados próximos a sua casa, onde pode ir a pé. E aproveite para levar a sua própria sacola, reduzindo o consumo de plástico.
• Opte por produtos locais e da estação, que não precisam ser transportados por longas distâncias.
• Prefira produtos duráveis aos descartáveis, esse é o pontapé inicial para reduzir a quantidade de lixo gerado no mundo.
• Reserve o óleo de fritura em garrafas PET e depois encaminhe para alguma entidade que possa reaproveitá-lo.
• Adote o uso de pilhas e baterias recarregáveis. As descartáveis devem ser entregues em postos de coleta, jamais jogadas no lixo comum.
No trabalho
• Desligue equipamentos quando não os estiver usando.
• Desabilite a proteção de tela do computador, que gera um consumo desnecessário de energia.
• Imprima com responsabilidade.
• Recicle material do escritório; adote o uso de papel ecoeficiente ou reciclado e aproveite os dois lados das folhas de papel.
• Tente resolver questões por telefone, ao invés de pegar trânsito para ir e voltar a reuniões rápidas.
• Se puder escolher, prefira notebook ao computador de mesa para economizar energia. No caso de só ter o PC, tente mudar o monitor por um de LCD.
• Tenha a sua própria caneca, para evitar desperdício de copinhos de água e café.
• Contrate bikeboy, ao invés de motoboy. É mais barato e menos poluente.
• Use mídias regraváveis, drives USB e o e-mail. Estes meios são mais indicados do que os CDS e DVDs tradicionais feitos de plástico.
Na vida pessoal
• Evite trocar o celular por puro impulso e, quando o fizer, deixe seu modelo antigo na revendedora para reciclagem.
• Prefira a escada ao elevador para subir poucos andares.
• Ao fazer aplicações bancárias, escolha investimentos socialmente responsáveis.
• Plante árvores, o que continua sendo um bom gesto de preocupação com o meio ambiente. Por exemplo, através de sites como o Clickarvore.
• Pratique ações voluntárias
• Divulgue para todas as pessoas do seu convívio a necessidade de se adotar atitudes social e ambientalmente corretas.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/pegada_de_carbono/p=3
*Com informações do site Planeta Sustentável, da Editora Abril.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Residências terão medidores eletrônicos de energia a partir de 2012
28/09/2010 - 12h17 - Por Sofia Fernandes, de Brasília
O governo está preparando as distribuidoras de energia elétrica para instalarem medidores inteligentes nas residências em todo o país. Com o aparelho, é possível controlar com mais eficiência os gastos de energia e fazer operações remotas, como desligamentos e verificações.
A previsão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é que a resolução, em consulta pública até dezembro, seja aprovada e publicada até o primeiro trimestre de 2011. A partir de então, as empresas terão 18 meses para adotar o novo padrão de medidor, por meio da troca dos equipamentos quebrados e instalação em novas ligações.
Em um segundo momento, as distribuidoras serão obrigadas a trocar todos os 63 milhões de medidores do país, hoje analógicos na maioria dos casos, mas ainda não há data para isso. Atualmente, 7,4% dos medidores do país são eletrônicos.
A troca dos medidores vai deixar o sistema elétrico brasileiro pronto para mudanças, como a adoção de quatro tarifas diferenciadas ao longo do dia. A energia teria um preço mais elevado em horário de pico, que hoje compreende a faixa das 19h às 22h, e custaria menos em horários de menor demanda.
A intenção é reduzir perdas de energia, tornar mais eficientes as cobranças, dar mais opções ao consumidor, que poderá diagnosticar em que horas gasta mais e desligar temporariamente o fornecimento de energia, por exemplo.
CUSTOS
O prazo de 18 meses previsto pela Aneel será para adaptação das distribuidoras e das empresas fabricantes. Há nove delas no Brasil, segundo Hugo Lamin, especialista em regulação da agência, e nenhuma fabrica um modelo com as exigências da Aneel.
Os custos com novos aparelhos serão bancados pelas distribuidoras e repassados para as tarifas. A Aneel justifica que os ganhos com o sistema modernizado também serão repassados para os consumidores.
O governo está preparando as distribuidoras de energia elétrica para instalarem medidores inteligentes nas residências em todo o país. Com o aparelho, é possível controlar com mais eficiência os gastos de energia e fazer operações remotas, como desligamentos e verificações.
A previsão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é que a resolução, em consulta pública até dezembro, seja aprovada e publicada até o primeiro trimestre de 2011. A partir de então, as empresas terão 18 meses para adotar o novo padrão de medidor, por meio da troca dos equipamentos quebrados e instalação em novas ligações.
Em um segundo momento, as distribuidoras serão obrigadas a trocar todos os 63 milhões de medidores do país, hoje analógicos na maioria dos casos, mas ainda não há data para isso. Atualmente, 7,4% dos medidores do país são eletrônicos.
A troca dos medidores vai deixar o sistema elétrico brasileiro pronto para mudanças, como a adoção de quatro tarifas diferenciadas ao longo do dia. A energia teria um preço mais elevado em horário de pico, que hoje compreende a faixa das 19h às 22h, e custaria menos em horários de menor demanda.
A intenção é reduzir perdas de energia, tornar mais eficientes as cobranças, dar mais opções ao consumidor, que poderá diagnosticar em que horas gasta mais e desligar temporariamente o fornecimento de energia, por exemplo.
CUSTOS
O prazo de 18 meses previsto pela Aneel será para adaptação das distribuidoras e das empresas fabricantes. Há nove delas no Brasil, segundo Hugo Lamin, especialista em regulação da agência, e nenhuma fabrica um modelo com as exigências da Aneel.
Os custos com novos aparelhos serão bancados pelas distribuidoras e repassados para as tarifas. A Aneel justifica que os ganhos com o sistema modernizado também serão repassados para os consumidores.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Empresa italiana vai construir 3 parques eólicos na Bahia
Equipamentos gerarão mais de 390 mil MWh, evitando a emissão de 270 mil toneladas de CO2
03 de setembro de 2010 - 12h 27
ROMA - O Enel Green Power, grupo da empresa de energia elétrica italiana Enel, venceu o leilão para a construção de três parques eólicos para gerar um total de 90 Megawatts na Bahia, informou hoje em nota a companhia.
Com uma capacidade instalada de 30 MW cada um, Cristal, Primavera e São Judas, como se chamarão estes três parques, serão capazes de gerar mais de 390 mil MWh anuais, o que é igual ao consumo de aproximadamente 245 mil lares brasileiros e evitar a emissão de cerca de 270 mil toneladas de CO2 na atmosfera, acrescenta o ENEL.
Os parques eólicos serão construídos na Bahia e, devido a sua situação semiárida, aproveitará os incentivos dirigidos ao desenvolvimento da infraestrutura, acrescentou a empresa.
Segundo a elétrica, os três parques eólicos começarão a operar na segunda metade do ano de 2013.
O Enel também adquiriu o direito a assinar um contrato de 20 anos para vender a eletricidade gerada das três fábricas através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica a um preço indexado a 100% da inflação brasileira.
"Este resultado é muito importante para nós, dadas as excelentes qualidades de nossos projetos em termos de produtividade, competitividade de custo e retorno sobre investimento," disse Francesco Starace, Presidente do Enel Green Power.
"Além disso, estamos reforçando nossa presença no Brasil, (...) expandindo também nossa atividade na geração de energia. O Brasil é um grande mercado com recursos renováveis abundantes, e com uma demanda de energia que reflete uma economia em contínuo desenvolvimento", acrescenta Starace.
03 de setembro de 2010 - 12h 27
ROMA - O Enel Green Power, grupo da empresa de energia elétrica italiana Enel, venceu o leilão para a construção de três parques eólicos para gerar um total de 90 Megawatts na Bahia, informou hoje em nota a companhia.
Com uma capacidade instalada de 30 MW cada um, Cristal, Primavera e São Judas, como se chamarão estes três parques, serão capazes de gerar mais de 390 mil MWh anuais, o que é igual ao consumo de aproximadamente 245 mil lares brasileiros e evitar a emissão de cerca de 270 mil toneladas de CO2 na atmosfera, acrescenta o ENEL.
Os parques eólicos serão construídos na Bahia e, devido a sua situação semiárida, aproveitará os incentivos dirigidos ao desenvolvimento da infraestrutura, acrescentou a empresa.
Segundo a elétrica, os três parques eólicos começarão a operar na segunda metade do ano de 2013.
O Enel também adquiriu o direito a assinar um contrato de 20 anos para vender a eletricidade gerada das três fábricas através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica a um preço indexado a 100% da inflação brasileira.
"Este resultado é muito importante para nós, dadas as excelentes qualidades de nossos projetos em termos de produtividade, competitividade de custo e retorno sobre investimento," disse Francesco Starace, Presidente do Enel Green Power.
"Além disso, estamos reforçando nossa presença no Brasil, (...) expandindo também nossa atividade na geração de energia. O Brasil é um grande mercado com recursos renováveis abundantes, e com uma demanda de energia que reflete uma economia em contínuo desenvolvimento", acrescenta Starace.
Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE
01/09/2010 - 13h50 - FELIPE LUCHETE - DE SÃO PAULO
Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE
Estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões de gás carbônico, sendo responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.
Em outros países, a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), segundo o IBGE.
No Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no cerrado.
As queimadas, mesmo irregulares, são comuns no país para renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agropecuária.
A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005. Mas, como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.
Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.
O IBGE diz que, em uma pesquisa com municípios que sofrem com poluição de ar, as queimadas foram a causa mais frequente apontada (63,5%), acima de indústrias e carros.
DESMATAMENTO
Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os Estados que abrangem a Amazônia Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia.
Entre 2002 e 2008, os Estados que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.980 km2).
Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE
Estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões de gás carbônico, sendo responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.
Em outros países, a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), segundo o IBGE.
No Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no cerrado.
As queimadas, mesmo irregulares, são comuns no país para renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agropecuária.
A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005. Mas, como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.
Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.
O IBGE diz que, em uma pesquisa com municípios que sofrem com poluição de ar, as queimadas foram a causa mais frequente apontada (63,5%), acima de indústrias e carros.
DESMATAMENTO
Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os Estados que abrangem a Amazônia Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia.
Entre 2002 e 2008, os Estados que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.980 km2).
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
SP terá 1º incinerador de lixo doméstico
Pioneira no País, usina vai produzir energia e recuperar área ameaçada por risco de explosão e deslizamento em São Bernardo do Campo
05 de agosto de 2010 - 0h 00 - Eduardo Reina - O Estado de S.Paulo
A cidade de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, terá a primeira usina de incineração de lixo doméstico do Brasil. A estrutura vai ocupar a área do antigo Lixão do Alvarenga, na beira da Represa Billings, e vai gerar 30 megawatts por hora de energia elétrica. Ao lado, será criado um parque e haverá remoção de parte da população que hoje mora em cima do antigo lixão, uma área de risco de explosão e deslizamentos.
A usina terá capacidade para receber 1 mil toneladas de resíduos domésticos por dia. A energia gerada - 30 megawatts/hora - será suficiente para abastecer diariamente uma cidade de 300 mil habitantes. A obra inclui um setor de separação dos resíduos orgânicos e para reciclagem e está orçada em R$ 220 milhões.
Hoje na cidade de São Paulo há duas usinas de geração de energia por meio do lixo, nos aterros Bandeirantes (zona norte) e São João (zona leste). No entanto, esses funcionam com aproveitamento de gás metano gerado pelos resíduos. A novidade é o incinerador de lixo doméstico. Existem apenas usinas para incinerar lixo hospitalar e industrial no País.
"O sistema, além de fazer a queima da parte do lixo que não pode ser aproveitada, tem também o reaproveitamento de todo resíduo possível, até da fração orgânica", explica o professor Elcires Pimenta Freire, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e coordenador do plano de resíduos sólidos da cidade. O modelo escolhido mescla tecnologias da Alemanha, Holanda e Espanha.
O secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo, Alfredo Buso, diz que o edital deve ser lançado em breve. A expectativa do prefeito Luiz Marinho (PT) é que o início da operação seja em 2012. A cidade gasta R$ 14 milhões por ano para descartar 650 toneladas de lixo por dia num aterro sanitário no município de Mauá. Para Buso, os gastos não serão superiores aos de hoje.
Remediação. A área do bairro Alvarenga no limite com Diadema abrigou um lixão de 1971 a 2001. No dia 13 de abril, o Estado lembrou que o bairro tem condições similares às do Morro do Bumba, em Niterói, que deslizou por causa da chuva e do acúmulo do lixo. Em Niterói, 51 pessoas morreram. Em São Bernardo do Campo, centenas de famílias temem o mesmo destino.
A área de 700 mil metros quadrados nunca teve um sistema de condução dos efeitos colaterais do acúmulo de lixo sob a superfície: gases e chorume. O metano também fica preso no solo, aumentando a cada dia o risco de explosões. Já o líquido que resulta da decomposição dos resíduos vai direto para a Represa Billings, a 200 metros do local.
O projeto de construção da usina e do parque atende a medida judicial que condenou as prefeituras de São Bernardo e Diadema e os donos do terreno a remediar o problema ambiental. Parte das 200 famílias que moram no terreno será removida.
A prefeitura estima que sejam necessários R$ 20 milhões para fazer a canalização de drenagem dos gases e captação do chorume. Os trabalhos devem começar em setembro, com conclusão prevista para o fim de 2011.
O ambientalista Virgílio Alcides Farias, que defende a desativação do Lixão do Alvarenga, acredita que a criação da usina é uma boa notícia. "Está dentro do que se chama de ação sustentável. Mas é preciso manter um monitoramento contínuo e seguir as normas existentes de controle, principalmente na emissão de gases." A prefeitura afirma que o modelo de usina de São Bernardo segue as diretrizes estaduais para o tratamento térmico de resíduos sólidos.
LÁ TEM...
Áustria
A usina de Viena é uma das mais modernas da Europa. Tem capacidade para queimar 720 toneladas/dia.
Alemanha
Há duas unidades em Ingolstadt, que processam 600 toneladas/dia cada.
Inglaterra
Em Marchwood, a usina local incinera 560 toneladas/dia.
França
Uma das maiores da Europa fica em Paris, com capacidade para 1,6 mil toneladas/dia.
Estados Unidos
A maior do país está em Miami e chega a 4,2 mil toneladas/dia.
Energia
5 horas
é o período em que um computador poderia funcionar com a queima de um quilo de lixo
24 minutos
duraria um secador de cabelo ligado, segundo Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe)
05 de agosto de 2010 - 0h 00 - Eduardo Reina - O Estado de S.Paulo
A cidade de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, terá a primeira usina de incineração de lixo doméstico do Brasil. A estrutura vai ocupar a área do antigo Lixão do Alvarenga, na beira da Represa Billings, e vai gerar 30 megawatts por hora de energia elétrica. Ao lado, será criado um parque e haverá remoção de parte da população que hoje mora em cima do antigo lixão, uma área de risco de explosão e deslizamentos.
A usina terá capacidade para receber 1 mil toneladas de resíduos domésticos por dia. A energia gerada - 30 megawatts/hora - será suficiente para abastecer diariamente uma cidade de 300 mil habitantes. A obra inclui um setor de separação dos resíduos orgânicos e para reciclagem e está orçada em R$ 220 milhões.
Hoje na cidade de São Paulo há duas usinas de geração de energia por meio do lixo, nos aterros Bandeirantes (zona norte) e São João (zona leste). No entanto, esses funcionam com aproveitamento de gás metano gerado pelos resíduos. A novidade é o incinerador de lixo doméstico. Existem apenas usinas para incinerar lixo hospitalar e industrial no País.
"O sistema, além de fazer a queima da parte do lixo que não pode ser aproveitada, tem também o reaproveitamento de todo resíduo possível, até da fração orgânica", explica o professor Elcires Pimenta Freire, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e coordenador do plano de resíduos sólidos da cidade. O modelo escolhido mescla tecnologias da Alemanha, Holanda e Espanha.
O secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo, Alfredo Buso, diz que o edital deve ser lançado em breve. A expectativa do prefeito Luiz Marinho (PT) é que o início da operação seja em 2012. A cidade gasta R$ 14 milhões por ano para descartar 650 toneladas de lixo por dia num aterro sanitário no município de Mauá. Para Buso, os gastos não serão superiores aos de hoje.
Remediação. A área do bairro Alvarenga no limite com Diadema abrigou um lixão de 1971 a 2001. No dia 13 de abril, o Estado lembrou que o bairro tem condições similares às do Morro do Bumba, em Niterói, que deslizou por causa da chuva e do acúmulo do lixo. Em Niterói, 51 pessoas morreram. Em São Bernardo do Campo, centenas de famílias temem o mesmo destino.
A área de 700 mil metros quadrados nunca teve um sistema de condução dos efeitos colaterais do acúmulo de lixo sob a superfície: gases e chorume. O metano também fica preso no solo, aumentando a cada dia o risco de explosões. Já o líquido que resulta da decomposição dos resíduos vai direto para a Represa Billings, a 200 metros do local.
O projeto de construção da usina e do parque atende a medida judicial que condenou as prefeituras de São Bernardo e Diadema e os donos do terreno a remediar o problema ambiental. Parte das 200 famílias que moram no terreno será removida.
A prefeitura estima que sejam necessários R$ 20 milhões para fazer a canalização de drenagem dos gases e captação do chorume. Os trabalhos devem começar em setembro, com conclusão prevista para o fim de 2011.
O ambientalista Virgílio Alcides Farias, que defende a desativação do Lixão do Alvarenga, acredita que a criação da usina é uma boa notícia. "Está dentro do que se chama de ação sustentável. Mas é preciso manter um monitoramento contínuo e seguir as normas existentes de controle, principalmente na emissão de gases." A prefeitura afirma que o modelo de usina de São Bernardo segue as diretrizes estaduais para o tratamento térmico de resíduos sólidos.
LÁ TEM...
Áustria
A usina de Viena é uma das mais modernas da Europa. Tem capacidade para queimar 720 toneladas/dia.
Alemanha
Há duas unidades em Ingolstadt, que processam 600 toneladas/dia cada.
Inglaterra
Em Marchwood, a usina local incinera 560 toneladas/dia.
França
Uma das maiores da Europa fica em Paris, com capacidade para 1,6 mil toneladas/dia.
Estados Unidos
A maior do país está em Miami e chega a 4,2 mil toneladas/dia.
Energia
5 horas
é o período em que um computador poderia funcionar com a queima de um quilo de lixo
24 minutos
duraria um secador de cabelo ligado, segundo Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe)
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Justiça multa empresa em R$ 5 mi por trabalho escravo
Por Vannildo Mendes, Agencia Estado, Atualizado: 18/8/2010 11:00
Justiça multa empresa em R$ 5 mi por trabalho escravo
Por unanimidade, a primeira turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação à empresa Lima Araújo Agropecuária Ltda. no primeiro processo por trabalho análogo ao de escravos julgado na Justiça brasileira. A empresa foi condenada a pagar R$ 5 milhões de multa por ser flagrada em vistoria mantendo 180 trabalhadores em condições de escravidão nas fazendas Estrela de Alagoas e Estrela de Maceió, no sul do Pará. Os trabalhadores, entre eles mulheres e crianças, foram resgatados em 1998.
O relator do processo foi o ministro Vieira de Melo Filho, que citou as irregularidades constatadas pela equipe do Ministério do Trabalho. Os trabalhadores viviam em condições subumanas em alojamentos imundos, sem condições de higiene, sem alimentação adequada, sem salário e eram mantidos praticamente como reféns, sob a vigilância de seguranças armados, que os impediam de sair da propriedade.
Este é o primeiro processo já movido contra uma empresa por causa de trabalho escravo no Brasil. Segundo o TST, a prática, que atinge cerca de 40 mil trabalhadores, é bastante usual no meio rural brasileiro.
Justiça multa empresa em R$ 5 mi por trabalho escravo
Por unanimidade, a primeira turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação à empresa Lima Araújo Agropecuária Ltda. no primeiro processo por trabalho análogo ao de escravos julgado na Justiça brasileira. A empresa foi condenada a pagar R$ 5 milhões de multa por ser flagrada em vistoria mantendo 180 trabalhadores em condições de escravidão nas fazendas Estrela de Alagoas e Estrela de Maceió, no sul do Pará. Os trabalhadores, entre eles mulheres e crianças, foram resgatados em 1998.
O relator do processo foi o ministro Vieira de Melo Filho, que citou as irregularidades constatadas pela equipe do Ministério do Trabalho. Os trabalhadores viviam em condições subumanas em alojamentos imundos, sem condições de higiene, sem alimentação adequada, sem salário e eram mantidos praticamente como reféns, sob a vigilância de seguranças armados, que os impediam de sair da propriedade.
Este é o primeiro processo já movido contra uma empresa por causa de trabalho escravo no Brasil. Segundo o TST, a prática, que atinge cerca de 40 mil trabalhadores, é bastante usual no meio rural brasileiro.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Sustentável 2010 debate valor da gestão responsável
Sustentabilidade Empresarial. Por: Mônica Nunes/ Débora Spitzcovsky - Planeta Sustentável 05/08/2010
Sustentável 2010 debate valor da gestão responsável
No dia 31 de agosto, o CEBDS promove, em Porto Alegre, o segundo ciclo de palestras sobre sustentabilidade e gestão responsável do Sustentável 2010. Nesta edição, o evento reúne especialistas para discutir a importância da comunicação e da educação no processo de implantação da sustentabilidade dentro das empresas. As inscrições são gratuitas.
Organizado pelo CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o Sustentável 2010 promove, periodicamente, reuniões com especialistas para debater assuntos relacionados à sustentabilidade empresarial e à gestão responsável. O próximo evento da iniciativa, o 2º Ciclo de Encontros, acontecerá no dia 31 de agosto e abordará o tema “Comunicação e Educação para a Sustentabilidade”.
Com a presença da presidente do CEBDS, Marina Grossi, e da presidente da Câmara de Gestão Sustentável do Conselho, Ana Lúcia Suzuki, o evento pretende discutir a importância da formação de profissionais que tenham contato, desde a graduação, com os conceitos de sustentabilidade, além do papel da mídia nesse cenário de aprendizagem.
Para isso, o encontro contará com dois painéis. O primeiro, com a presença do secretário de Educação do Estado do Rio Grande do Sul, Ervino Deon, focará na questão do ensino e debaterá, entre outras questões, a inserção do tema sustentabilidade na grade horária e na própria infraestrutura de todas as universidades do Brasil.
Já o segundo painel discutirá o tema “Comunicação e Sustentabilidade”, a partir da apresentação dos resultados de uma pesquisa inédita encomendada pelo próprio CEBDS sobre os conhecimentos da sociedade sobre sustentabilidade. Entre os assuntos previstos no debate estão:
– "A importância de comunicar a sustentabilidade de forma rentável, ambientalmente correta e socialmente justa";
– "A importância do comunicador em auxiliar a empresa a enxergar a sustentabilidade como valor"
– e "Como evitar o greenwashing".
O evento ainda prevê o lançamento do Guia de Comunicação e Sustentabilidade, da CTCOM – Câmara Temática de Comunicação e Educação do CEBDS. Os interessados em participar do encontro podem se inscrever, gratuitamente, no site do Conselho, que fará transmissão ao vivo do evento. As vagas presenciais são limitadas.
2º Ciclo de Encontros do Sustentável 2010
Data: 31 de agosto - Horário: das 9h às 17h - Local: Hotel Sheraton Porto Alegre
Endereço: Rua Olavo Barreto Viana, nº 18, Moinhos do Vento – Porto Alegre/RS
Mais informações no site do evento .
Sustentável 2010 debate valor da gestão responsável
No dia 31 de agosto, o CEBDS promove, em Porto Alegre, o segundo ciclo de palestras sobre sustentabilidade e gestão responsável do Sustentável 2010. Nesta edição, o evento reúne especialistas para discutir a importância da comunicação e da educação no processo de implantação da sustentabilidade dentro das empresas. As inscrições são gratuitas.
Organizado pelo CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o Sustentável 2010 promove, periodicamente, reuniões com especialistas para debater assuntos relacionados à sustentabilidade empresarial e à gestão responsável. O próximo evento da iniciativa, o 2º Ciclo de Encontros, acontecerá no dia 31 de agosto e abordará o tema “Comunicação e Educação para a Sustentabilidade”.
Com a presença da presidente do CEBDS, Marina Grossi, e da presidente da Câmara de Gestão Sustentável do Conselho, Ana Lúcia Suzuki, o evento pretende discutir a importância da formação de profissionais que tenham contato, desde a graduação, com os conceitos de sustentabilidade, além do papel da mídia nesse cenário de aprendizagem.
Para isso, o encontro contará com dois painéis. O primeiro, com a presença do secretário de Educação do Estado do Rio Grande do Sul, Ervino Deon, focará na questão do ensino e debaterá, entre outras questões, a inserção do tema sustentabilidade na grade horária e na própria infraestrutura de todas as universidades do Brasil.
Já o segundo painel discutirá o tema “Comunicação e Sustentabilidade”, a partir da apresentação dos resultados de uma pesquisa inédita encomendada pelo próprio CEBDS sobre os conhecimentos da sociedade sobre sustentabilidade. Entre os assuntos previstos no debate estão:
– "A importância de comunicar a sustentabilidade de forma rentável, ambientalmente correta e socialmente justa";
– "A importância do comunicador em auxiliar a empresa a enxergar a sustentabilidade como valor"
– e "Como evitar o greenwashing".
O evento ainda prevê o lançamento do Guia de Comunicação e Sustentabilidade, da CTCOM – Câmara Temática de Comunicação e Educação do CEBDS. Os interessados em participar do encontro podem se inscrever, gratuitamente, no site do Conselho, que fará transmissão ao vivo do evento. As vagas presenciais são limitadas.
2º Ciclo de Encontros do Sustentável 2010
Data: 31 de agosto - Horário: das 9h às 17h - Local: Hotel Sheraton Porto Alegre
Endereço: Rua Olavo Barreto Viana, nº 18, Moinhos do Vento – Porto Alegre/RS
Mais informações no site do evento .
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