domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Robert Dudley: "Foi uma sucessão de erros"
Desastre no golfo
Robert Dudley: "Foi uma sucessão de erros"
O CEO que assumiu a BP depois do maior vazamento de óleo da história americana admite falhas da empresa e diz que o caso levará a atividade a se tornar mais segura
Malu Gaspar e Renata Betti - Revista Veja – 09/02/2011
Desde que assumiu o comando da petrolífera inglesa BP, há três meses, o engenheiro americano Robert Dudley, de 54 anos, está incumbido da missão de reerguer os negócios e a reputação da multinacional - fortemente abalados pelo acidente no Golfo do México, em abril passado, quando uma plataforma de exploração deixou vazar mais de 800 milhões de litros de óleo no mar. Onze pessoas morreram e milhares de outras, que moram e trabalham naquela parte da costa americana, sofreram grandes prejuízos.
Na semana passada, a companhia foi alvo de novos protestos por parte dos cidadãos atingidos pelo vazamento. Eles estão indignados com o anúncio de que a companhia retomaria o pagamento de dividendos aos acionistas. Afirmam que deveriam ter prioridade e receber logo as indenizações que lhes são devidas. Na entrevista a VEJA, em que falou também sobre o etanol e o pré-sal brasileiros, Dudley se posiciona abertamente sobre o acidente: "Sei que de nada adianta repetir que somos uma empresa segura - temos de demonstrar isso na prática".
Empresários e moradores da região atingida pelo vazamento no Golfo do México estão descontentes com a demora no pagamento das indenizações. A BP vai pagar a todos?
É natural que haja gente insatisfeita num processo como esse. Estamos falando de tantas indenizações que podem chegar a 20 bilhões de dólares. Dada a complexidade da operação, depositamos esse dinheiro num fundo administrado por um executivo independente da empresa, indicado pela Casa Branca, que está ditando a ordem e o ritmo dos pagamentos. Trata-se de uma questão de tempo: a intenção é pagar a todos os prejudicados.
Quais foram, afinal de contas, as causas do acidente?
Um grupo de sessenta consultores externos produziu um relatório bastante objetivo acerca do episódio. A equipe concluiu que o desastre não foi provocado por uma única razão, e sim por uma sequência de falhas mecânicas e de problemas na engenharia da plataforma. A isso, aliaram-se maus julgamentos humanos e ainda atritos entre os funcionários das diversas companhias envolvidas na operação. Foi justamente a soma de todos esses fatores que criou o cenário para o acidente - e fez com que ele adquirisse tamanha gravidade.
O senhor poderia ser mais específico quanto às falhas?
A primeira ocorreu quando os técnicos da plataforma não souberam interpretar os testes de pressão que sinalizavam a existência de um vazamento no fundo do poço. Um erro fatal. Eles continuaram a trabalhar como se nada houvesse. Em seguida, foi o equipamento que deveria acionar o dispositivo de prevenção a explosões que não funcionou. A plataforma começou, então, a se mover. Numa situação assim, esperava-se que o sistema fechasse o buraco automaticamente, para impedir novos vazamentos. Isso também não ocorreu. A próxima etapa deveria ter sido o envio de robôs ao fundo do mar. Tentamos fazer isso, mas, novamente, não deu certo.
Não é estranho que nenhuma dessas iniciativas tenha funcionado?
Realmente não sei por que nada deu certo naquele dia.
Uma reportagem recente publicada pelo jornal The New York Times sugere que os equipamentos utilizados apresentavam problemas de manutenção e que os funcionários ainda estavam despreparados para emergências de grande porte...
O relatório técnico deixa claro que os defeitos no maquinário, que apareceram durante o acidente, não foram causados por falhas de manutenção. Quanto aos funcionários, de fato houve certa hesitação no início, mas há que considerar que a situação era extremamente atípica. A verdade é que, quando se está no olho do furacão, críticas, muitas delas infundadas, são inevitáveis. No auge da crise, alguns de nossos concorrentes vieram a público dizer que o acidente nunca teria acontecido caso eles estivessem à frente da operação, ou que teriam reagido de forma diferente numa situação dessas - afirmações precipitadas e equivocadas.
Como o senhor rebate as críticas?
Como nunca houve um desastre com características semelhantes, era impossível para qualquer um saber de forma exata o que deveria ser feito. Por isso, mesmo com 48 000 pessoas trabalhando dia e noite, estancar o vazamento consumiu três meses. Tivemos de desenvolver tecnologias e equipamentos totalmente novos - como a válvula que tampa o poço ao mesmo tempo em que desvia o fluxo do óleo. Ela foi crucial para equacionar o problema. Em circunstâncias normais, levaria dois anos para o dispositivo ficar pronto. Na emergência, executamos o trabalho em 87 dias.
Que lições a BP extraiu da tragédia?
O acidente mostrou quanto precisamos ainda avançar em nossas políticas de prevenção de acidentes. O desastre estabeleceu um novo marco para toda a indústria de petróleo. Forjou-se um consenso em torno da ideia de que, na exploração em alto-mar, o risco maior não está no fato de extrairmos óleo de águas cada vez mais profundas, mas em nossos próprios equipamentos de segurança. Os riscos de um desastre caem drasticamente quando a infraestrutura do fundo do mar é de boa qualidade. A partir de agora, surgirão novos padrões e procedimentos de segurança que certamente tornarão a atividade mais cara - mas, ao mesmo tempo, menos arriscada.
Concretamente, o que a empresa está fazendo para prevenir um novo desastre?
Implantamos um novo departamento, que reunirá os melhores técnicos com a incumbência de fiscalizar e alterar o funcionamento de dezenas de campos de petróleo que a BP opera no mundo, se necessário. O objetivo é redobrar a vigilância. Numa outra frente, vamos reforçar o treinamento dos funcionários para reagir em situações de emergência, e ainda oferecer aos executivos cursos mais completos de gerenciamento de crises. Na minha avaliação, poderíamos ter sido mais efetivos na hora de vir à luz para explicar o desastre. A companhia é de engenheiros, não temos traquejo para falar em público e, reconheço, não estávamos suficientemente preparados para lidar com tamanha repercussão. Mas a verdade é que de nada adianta ficar repetindo que somos uma empresa segura. Precisamos demonstrar isso de fato. Sei que vai levar tempo, mas tenho a convicção de que podemos reconquistar a confiança das pessoas.
O senhor assumiu a presidência da BP depois do acidente. Seu antecessor, Tony Hayward, falhou na condução da crise?
Sinceramente, é difícil dizer o que eu teria feito se estivesse no lugar de Tony. O fato é que, em meio aos ataques vindos de todos os lados, ele acabou se transformando numa espécie de para-raios. A situação ficou tão tensa que Tony decidiu desligar-se da BP, depois de duas décadas na empresa.
Visto de fora, o impacto sobre a BP foi significativo. A companhia perdeu metade do seu valor de mercado e sofreu sério prejuízo de imagem. Internamente, qual o tamanho do estrago?
Nosso pessoal, que sempre teve certo orgulho da companhia, subitamente perdeu a confiança. Era comum me abordarem nos corredores para indagar: "Vamos mesmo fechar esse poço?". Houve quem questionasse, inclusive, se não era o caso de simplesmente suspendermos as atividades de exploração em alto-mar. Eu tinha de repetir diariamente que, sim, nós iríamos tapar o buraco. Também tivemos de vender ativos no Vietnã, no Paquistão, na Venezuela, nos Estados Unidos e no Egito. Arrecadamos 15 bilhões de dólares e ainda pretendemos nos desfazer de mais 10 bilhões para chegar a um valor próximo à dívida acumulada por causa do acidente.
O governo brasileiro modificou o marco regulatório para a exploração do pré-sal, concentrando mais poder nas mãos do estado e da Petrobras. Isso dificulta o investimento privado?
A interferência do governo brasileiro já foi uma barreira num passado mais longínquo, por ser muito exacerbada. As regras estabelecidas a partir de 1998 mudaram a situação radicalmente, ao permitir que outras companhias, além da Petrobras, assumissem a operação de campos de petróleo. Graças à nova legislação, a atividade petrolífera brasileira cresceu imensamente na década passada.
O senhor não teme que o aumento da interferência estatal no pré-sal possa atrapalhar?
O governo estará de fato mais presente, mas ainda vejo um bom equilíbrio. Não creio que o setor privado será sufocado, a ponto de inviabilizar o negócio. A Petrobras, que deterá o controle de todos os campos, possui a tecnologia mais avançada do mundo para exploração em águas profundas. Qualquer companhia estrangeira desejaria tê-la como sócia, principalmente numa área em que o desafio tecnológico é tão complexo. Para efeito de comparação, se me fizessem pergunta idêntica em certos países do Oriente Médio, minha resposta seria totalmente diferente. Ali, a mão do estado é tão pesada que, em alguns casos, se tornou inviável atrair investimentos externos relevantes. Manter uma boa relação com o governo é essencial para uma empresa petrolífera. Sem interlocução adequada, seja no Brasil, seja em qualquer outro país, pulamos fora.
A BP aguarda desde 2009 uma autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para operar os campos comprados da americana Devon no Brasil. O senhor atribui a demora a questionamentos quanto à segurança de suas operações na costa brasileira?
Não acredito nisso. Tanto a Petrobras quanto a ANP enviaram técnicos para observar nosso trabalho no episódio do Golfo do México. A estatal até nos cedeu especialistas em prevenção de explosões e robôs para ajudar a investigar o que se passava no fundo do mar. O time da ANP foi a Houston, no Texas, visitar nosso centro de crises e assistiu às imagens feitas pelas catorze câmeras instaladas no local do vazamento. Tenho certeza de que tudo isso pesará em nosso favor.
O senhor acredita que os combustíveis renováveis vão suplantar o petróleo?
Haverá, obviamente, um momento em que o petróleo se esgotará, e, com essa perspectiva no horizonte, utilizaremos cada vez mais fontes de energia renovável. Só que estamos falando de uma realidade ainda muito, muito distante. Pelo menos até, digamos, 2030, o petróleo continuará abundante - e essencial. Isso porque o setor industrial crescerá em níveis muito acelerados, sobretudo nos países emergentes. Prevê-se que, daqui a vinte anos, a demanda por energia será o dobro da atual. Pode-se esperar, portanto, ainda muita pressão sobre o preço do petróleo.
Quais as perspectivas para o etanol brasileiro nesse cenário?
Acredito que estejamos diante do melhor tipo de energia renovável. O álcool extraído da cana-de-açúcar é mais barato, menos poluente e mais eficiente que o do milho, por exemplo, produzido nos Estados Unidos. O Brasil também tem uma enorme vantagem em relação aos competidores. O clima e o solo são ideais e a cultura da cana não disputa áreas com o cultivo de alimentos, como ocorre no caso americano. Isso já nos chamava atenção antes mesmo do pré-sal. De 1 bilhão de dólares que aplicamos todo ano em pesquisas sobre combustíveis renováveis no mundo, 400 milhões são destinados ao álcool brasileiro. O objetivo é desenvolver etanol celulósico (à base do bagaço da cana-de-açúcar) e, assim, criar um combustível ultrapotente que possa revolucionar o mercado.
“Alguns concorrentes disseram que o acidente nunca teria ocorrido com eles. Pois garanto que ninguém ali saberia de forma exata como proceder”.
Robert Dudley: "Foi uma sucessão de erros"
O CEO que assumiu a BP depois do maior vazamento de óleo da história americana admite falhas da empresa e diz que o caso levará a atividade a se tornar mais segura
Malu Gaspar e Renata Betti - Revista Veja – 09/02/2011
Desde que assumiu o comando da petrolífera inglesa BP, há três meses, o engenheiro americano Robert Dudley, de 54 anos, está incumbido da missão de reerguer os negócios e a reputação da multinacional - fortemente abalados pelo acidente no Golfo do México, em abril passado, quando uma plataforma de exploração deixou vazar mais de 800 milhões de litros de óleo no mar. Onze pessoas morreram e milhares de outras, que moram e trabalham naquela parte da costa americana, sofreram grandes prejuízos.
Na semana passada, a companhia foi alvo de novos protestos por parte dos cidadãos atingidos pelo vazamento. Eles estão indignados com o anúncio de que a companhia retomaria o pagamento de dividendos aos acionistas. Afirmam que deveriam ter prioridade e receber logo as indenizações que lhes são devidas. Na entrevista a VEJA, em que falou também sobre o etanol e o pré-sal brasileiros, Dudley se posiciona abertamente sobre o acidente: "Sei que de nada adianta repetir que somos uma empresa segura - temos de demonstrar isso na prática".
Empresários e moradores da região atingida pelo vazamento no Golfo do México estão descontentes com a demora no pagamento das indenizações. A BP vai pagar a todos?
É natural que haja gente insatisfeita num processo como esse. Estamos falando de tantas indenizações que podem chegar a 20 bilhões de dólares. Dada a complexidade da operação, depositamos esse dinheiro num fundo administrado por um executivo independente da empresa, indicado pela Casa Branca, que está ditando a ordem e o ritmo dos pagamentos. Trata-se de uma questão de tempo: a intenção é pagar a todos os prejudicados.
Quais foram, afinal de contas, as causas do acidente?
Um grupo de sessenta consultores externos produziu um relatório bastante objetivo acerca do episódio. A equipe concluiu que o desastre não foi provocado por uma única razão, e sim por uma sequência de falhas mecânicas e de problemas na engenharia da plataforma. A isso, aliaram-se maus julgamentos humanos e ainda atritos entre os funcionários das diversas companhias envolvidas na operação. Foi justamente a soma de todos esses fatores que criou o cenário para o acidente - e fez com que ele adquirisse tamanha gravidade.
O senhor poderia ser mais específico quanto às falhas?
A primeira ocorreu quando os técnicos da plataforma não souberam interpretar os testes de pressão que sinalizavam a existência de um vazamento no fundo do poço. Um erro fatal. Eles continuaram a trabalhar como se nada houvesse. Em seguida, foi o equipamento que deveria acionar o dispositivo de prevenção a explosões que não funcionou. A plataforma começou, então, a se mover. Numa situação assim, esperava-se que o sistema fechasse o buraco automaticamente, para impedir novos vazamentos. Isso também não ocorreu. A próxima etapa deveria ter sido o envio de robôs ao fundo do mar. Tentamos fazer isso, mas, novamente, não deu certo.
Não é estranho que nenhuma dessas iniciativas tenha funcionado?
Realmente não sei por que nada deu certo naquele dia.
Uma reportagem recente publicada pelo jornal The New York Times sugere que os equipamentos utilizados apresentavam problemas de manutenção e que os funcionários ainda estavam despreparados para emergências de grande porte...
O relatório técnico deixa claro que os defeitos no maquinário, que apareceram durante o acidente, não foram causados por falhas de manutenção. Quanto aos funcionários, de fato houve certa hesitação no início, mas há que considerar que a situação era extremamente atípica. A verdade é que, quando se está no olho do furacão, críticas, muitas delas infundadas, são inevitáveis. No auge da crise, alguns de nossos concorrentes vieram a público dizer que o acidente nunca teria acontecido caso eles estivessem à frente da operação, ou que teriam reagido de forma diferente numa situação dessas - afirmações precipitadas e equivocadas.
Como o senhor rebate as críticas?
Como nunca houve um desastre com características semelhantes, era impossível para qualquer um saber de forma exata o que deveria ser feito. Por isso, mesmo com 48 000 pessoas trabalhando dia e noite, estancar o vazamento consumiu três meses. Tivemos de desenvolver tecnologias e equipamentos totalmente novos - como a válvula que tampa o poço ao mesmo tempo em que desvia o fluxo do óleo. Ela foi crucial para equacionar o problema. Em circunstâncias normais, levaria dois anos para o dispositivo ficar pronto. Na emergência, executamos o trabalho em 87 dias.
Que lições a BP extraiu da tragédia?
O acidente mostrou quanto precisamos ainda avançar em nossas políticas de prevenção de acidentes. O desastre estabeleceu um novo marco para toda a indústria de petróleo. Forjou-se um consenso em torno da ideia de que, na exploração em alto-mar, o risco maior não está no fato de extrairmos óleo de águas cada vez mais profundas, mas em nossos próprios equipamentos de segurança. Os riscos de um desastre caem drasticamente quando a infraestrutura do fundo do mar é de boa qualidade. A partir de agora, surgirão novos padrões e procedimentos de segurança que certamente tornarão a atividade mais cara - mas, ao mesmo tempo, menos arriscada.
Concretamente, o que a empresa está fazendo para prevenir um novo desastre?
Implantamos um novo departamento, que reunirá os melhores técnicos com a incumbência de fiscalizar e alterar o funcionamento de dezenas de campos de petróleo que a BP opera no mundo, se necessário. O objetivo é redobrar a vigilância. Numa outra frente, vamos reforçar o treinamento dos funcionários para reagir em situações de emergência, e ainda oferecer aos executivos cursos mais completos de gerenciamento de crises. Na minha avaliação, poderíamos ter sido mais efetivos na hora de vir à luz para explicar o desastre. A companhia é de engenheiros, não temos traquejo para falar em público e, reconheço, não estávamos suficientemente preparados para lidar com tamanha repercussão. Mas a verdade é que de nada adianta ficar repetindo que somos uma empresa segura. Precisamos demonstrar isso de fato. Sei que vai levar tempo, mas tenho a convicção de que podemos reconquistar a confiança das pessoas.
O senhor assumiu a presidência da BP depois do acidente. Seu antecessor, Tony Hayward, falhou na condução da crise?
Sinceramente, é difícil dizer o que eu teria feito se estivesse no lugar de Tony. O fato é que, em meio aos ataques vindos de todos os lados, ele acabou se transformando numa espécie de para-raios. A situação ficou tão tensa que Tony decidiu desligar-se da BP, depois de duas décadas na empresa.
Visto de fora, o impacto sobre a BP foi significativo. A companhia perdeu metade do seu valor de mercado e sofreu sério prejuízo de imagem. Internamente, qual o tamanho do estrago?
Nosso pessoal, que sempre teve certo orgulho da companhia, subitamente perdeu a confiança. Era comum me abordarem nos corredores para indagar: "Vamos mesmo fechar esse poço?". Houve quem questionasse, inclusive, se não era o caso de simplesmente suspendermos as atividades de exploração em alto-mar. Eu tinha de repetir diariamente que, sim, nós iríamos tapar o buraco. Também tivemos de vender ativos no Vietnã, no Paquistão, na Venezuela, nos Estados Unidos e no Egito. Arrecadamos 15 bilhões de dólares e ainda pretendemos nos desfazer de mais 10 bilhões para chegar a um valor próximo à dívida acumulada por causa do acidente.
O governo brasileiro modificou o marco regulatório para a exploração do pré-sal, concentrando mais poder nas mãos do estado e da Petrobras. Isso dificulta o investimento privado?
A interferência do governo brasileiro já foi uma barreira num passado mais longínquo, por ser muito exacerbada. As regras estabelecidas a partir de 1998 mudaram a situação radicalmente, ao permitir que outras companhias, além da Petrobras, assumissem a operação de campos de petróleo. Graças à nova legislação, a atividade petrolífera brasileira cresceu imensamente na década passada.
O senhor não teme que o aumento da interferência estatal no pré-sal possa atrapalhar?
O governo estará de fato mais presente, mas ainda vejo um bom equilíbrio. Não creio que o setor privado será sufocado, a ponto de inviabilizar o negócio. A Petrobras, que deterá o controle de todos os campos, possui a tecnologia mais avançada do mundo para exploração em águas profundas. Qualquer companhia estrangeira desejaria tê-la como sócia, principalmente numa área em que o desafio tecnológico é tão complexo. Para efeito de comparação, se me fizessem pergunta idêntica em certos países do Oriente Médio, minha resposta seria totalmente diferente. Ali, a mão do estado é tão pesada que, em alguns casos, se tornou inviável atrair investimentos externos relevantes. Manter uma boa relação com o governo é essencial para uma empresa petrolífera. Sem interlocução adequada, seja no Brasil, seja em qualquer outro país, pulamos fora.
A BP aguarda desde 2009 uma autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para operar os campos comprados da americana Devon no Brasil. O senhor atribui a demora a questionamentos quanto à segurança de suas operações na costa brasileira?
Não acredito nisso. Tanto a Petrobras quanto a ANP enviaram técnicos para observar nosso trabalho no episódio do Golfo do México. A estatal até nos cedeu especialistas em prevenção de explosões e robôs para ajudar a investigar o que se passava no fundo do mar. O time da ANP foi a Houston, no Texas, visitar nosso centro de crises e assistiu às imagens feitas pelas catorze câmeras instaladas no local do vazamento. Tenho certeza de que tudo isso pesará em nosso favor.
O senhor acredita que os combustíveis renováveis vão suplantar o petróleo?
Haverá, obviamente, um momento em que o petróleo se esgotará, e, com essa perspectiva no horizonte, utilizaremos cada vez mais fontes de energia renovável. Só que estamos falando de uma realidade ainda muito, muito distante. Pelo menos até, digamos, 2030, o petróleo continuará abundante - e essencial. Isso porque o setor industrial crescerá em níveis muito acelerados, sobretudo nos países emergentes. Prevê-se que, daqui a vinte anos, a demanda por energia será o dobro da atual. Pode-se esperar, portanto, ainda muita pressão sobre o preço do petróleo.
Quais as perspectivas para o etanol brasileiro nesse cenário?
Acredito que estejamos diante do melhor tipo de energia renovável. O álcool extraído da cana-de-açúcar é mais barato, menos poluente e mais eficiente que o do milho, por exemplo, produzido nos Estados Unidos. O Brasil também tem uma enorme vantagem em relação aos competidores. O clima e o solo são ideais e a cultura da cana não disputa áreas com o cultivo de alimentos, como ocorre no caso americano. Isso já nos chamava atenção antes mesmo do pré-sal. De 1 bilhão de dólares que aplicamos todo ano em pesquisas sobre combustíveis renováveis no mundo, 400 milhões são destinados ao álcool brasileiro. O objetivo é desenvolver etanol celulósico (à base do bagaço da cana-de-açúcar) e, assim, criar um combustível ultrapotente que possa revolucionar o mercado.
“Alguns concorrentes disseram que o acidente nunca teria ocorrido com eles. Pois garanto que ninguém ali saberia de forma exata como proceder”.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Para Brincar de Igual para Igual - Planeta no Parque 2011
Para brincar de igual para igual
Do Blog: Planeta Sustentável - Quinta-feira 13 de janeiro de 2011Próximo da marquise do Ibirapuera, bem pertinho de onde será realizado o Planeta no Parque, existe um novo brinquedo para os pequenos, inaugurado no último Dia das Crianças, que ainda é desconhecido da maioria do público, pelo menos na sua proposta. A nova diversão se chama Estação Lúdica Universal, mas ganhou um apelido mais simpático: forró (pela derivação do inglês for all). Trata-se de um aparelho que foi planejado e desenvolvido para atender todas as crianças, inclusive aquelas com alguma limitação ou deficiência física.
“O objetivo é ser inclusivo, para que todas possam brincar juntas, de igual para igual”, diz a arquiteta e coordenadora de projetos do Parque Ibirapuera, Helena Quintana. A iniciativa é pioneira, ao que se sabe, pelo menos no Estado de São Paulo.
Para cumprir seu objetivo, o brinquedo não foi adaptado, mas desenvolvido desde o início para esse fim. “A idealização partiu do parque, mas ouvimos várias entidades, como o Lar Escola São Francisco e a Fundação Dorina Nowill, que trabalham com reabilitação, e tivemos o aval da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo, por isso a autoria é coletiva”, conta o designer Lao Napolitano, da Lao Engenharia Sustentável. “Acertamos em cheio quando vimos que as crianças não-deficientes se atraíram pelo aparelho tanto quanto às outras”, afirma.
O aparelho mede 19 m x 20 m, e é composto por percursos variados repletos de opções de diversão para despertar a criatividade e diminuem as distâncias entre a meninada de 2 a 10 anos de idade. Os pequenos podem subir e descer em trepa-trepas, explorar sons num xilofone e em tambores, jogar em painéis multicoloridos, além de criar suas próprias brincadeiras, mesmo se estiver numa cadeira de rodas ou for deficiente visual.
“A brincadeira tem poderes inestimáveis. É brincando que fazemos nossas grandes amizades, aquelas que levamos para a vida toda, descobrimos nossos talentos, nossa força, superamos medos. Quem brinca quando é pequeno tem grandes chances de se tornar um adulto confiante”, diz o designer, especialista na criação de equipamentos para crianças e para a terceira idade.
Divertido e ecológico
Outra característica do brinquedo é a sua sustentabilidade, em função dos materiais de baixo impacto ambiental utilizados. Na estrutura, nada de madeira nobre em extinção. Foram empregadas apenas madeiras certificada ou alternativa, de espécies como cumaru, itaúba e garapeira. Os corrimãos e os trepa-trepas são de tubos metálicos, que também é base dos demais componentes metálicos.
Já os cilindros do xilofone, feitos de alumínio, são presos à estrutura por cabos de aço, e os instrumentos de percussão são produzidos com de fundos de tambores metálicos, de diferentes tamanhos, com espumas em seu interior, para calibrar o som. O painel “pictograma” é feito de laminados com resina e cubos de madeira, e o “Girabolinha” de acrílico com bolas de pingue-pongue. Todo o entorno do brinquedo é recoberto por um piso emborrachado, produzido com materiais reciclados.
Quem ainda não conhece a novidade, poderá aproveitar para descobri-la durante o Planeta no Parque, quando será possível levar os filhos e a turma toda para brincar à vontade.
Do Blog: Planeta Sustentável - Quinta-feira 13 de janeiro de 2011Próximo da marquise do Ibirapuera, bem pertinho de onde será realizado o Planeta no Parque, existe um novo brinquedo para os pequenos, inaugurado no último Dia das Crianças, que ainda é desconhecido da maioria do público, pelo menos na sua proposta. A nova diversão se chama Estação Lúdica Universal, mas ganhou um apelido mais simpático: forró (pela derivação do inglês for all). Trata-se de um aparelho que foi planejado e desenvolvido para atender todas as crianças, inclusive aquelas com alguma limitação ou deficiência física.
“O objetivo é ser inclusivo, para que todas possam brincar juntas, de igual para igual”, diz a arquiteta e coordenadora de projetos do Parque Ibirapuera, Helena Quintana. A iniciativa é pioneira, ao que se sabe, pelo menos no Estado de São Paulo.
Para cumprir seu objetivo, o brinquedo não foi adaptado, mas desenvolvido desde o início para esse fim. “A idealização partiu do parque, mas ouvimos várias entidades, como o Lar Escola São Francisco e a Fundação Dorina Nowill, que trabalham com reabilitação, e tivemos o aval da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo, por isso a autoria é coletiva”, conta o designer Lao Napolitano, da Lao Engenharia Sustentável. “Acertamos em cheio quando vimos que as crianças não-deficientes se atraíram pelo aparelho tanto quanto às outras”, afirma.
O aparelho mede 19 m x 20 m, e é composto por percursos variados repletos de opções de diversão para despertar a criatividade e diminuem as distâncias entre a meninada de 2 a 10 anos de idade. Os pequenos podem subir e descer em trepa-trepas, explorar sons num xilofone e em tambores, jogar em painéis multicoloridos, além de criar suas próprias brincadeiras, mesmo se estiver numa cadeira de rodas ou for deficiente visual.
“A brincadeira tem poderes inestimáveis. É brincando que fazemos nossas grandes amizades, aquelas que levamos para a vida toda, descobrimos nossos talentos, nossa força, superamos medos. Quem brinca quando é pequeno tem grandes chances de se tornar um adulto confiante”, diz o designer, especialista na criação de equipamentos para crianças e para a terceira idade.
Divertido e ecológico
Outra característica do brinquedo é a sua sustentabilidade, em função dos materiais de baixo impacto ambiental utilizados. Na estrutura, nada de madeira nobre em extinção. Foram empregadas apenas madeiras certificada ou alternativa, de espécies como cumaru, itaúba e garapeira. Os corrimãos e os trepa-trepas são de tubos metálicos, que também é base dos demais componentes metálicos.
Já os cilindros do xilofone, feitos de alumínio, são presos à estrutura por cabos de aço, e os instrumentos de percussão são produzidos com de fundos de tambores metálicos, de diferentes tamanhos, com espumas em seu interior, para calibrar o som. O painel “pictograma” é feito de laminados com resina e cubos de madeira, e o “Girabolinha” de acrílico com bolas de pingue-pongue. Todo o entorno do brinquedo é recoberto por um piso emborrachado, produzido com materiais reciclados.
Quem ainda não conhece a novidade, poderá aproveitar para descobri-la durante o Planeta no Parque, quando será possível levar os filhos e a turma toda para brincar à vontade.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dicas simples para uma vida sustentável
PEGADA DE CARBONO
Pegada de carbono é a medida do impacto das atividades humanas sobre as emissões de gases do efeito estufa, ou seja, condiz com a quantidade de dióxido de carbono equivalente liberada na realização de cada atividade.
O ciclo de vida de um produto pode ser usado como exemplo. Durante a fabricação, várias etapas liberam gases do efeito estufa, como a extração e o transporte das matérias-primas, a energia utilizada, o transporte do próprio produto, a estocagem (pode incluir câmaras frias) e finalmente a disposição (em lixões, aterros sanitários ou incineradores).
Saiba como agir para reduzir sua pegada de carbono
Uma das iniciativas mais eficazes para reduzir a pegada de carbono é diminuir a dependência de combustíveis fósseis que, quando queimados, emitem toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Outro fator importante é a economia de energia elétrica. Além de reduzir os custos com a conta de luz no fim do mês, essa ação colabora com os esforços globais de mitigação dos impactos do desenvolvimento humano sobre os recursos naturais.
Acompanhe algumas sugestões de como reduzir a pegada de carbono nas atividades diárias.*
• Na rua
• Em casa
• No trabalho
• Na vida pessoal
Na rua
• Na hora de comprar um veículo, prefira os que vêm com a opção flex fuel, abastecer com etanol é menos prejudicial ao ambiente. Quanto maior e mais potente o motor do carro, mais ele irá consumir e poluir.
• Faça regulagem periódica do veículo e prefira lavagem a seco (algumas opções são mais baratas que a tradicional usando água).
• Não jogue lixo na rua.
Em casa
• Aproveite a luz do sol para iluminar a casa, abra bem as janelas e cortinas.
• Use o aparelho de ar-condicionado de maneira racional: com portas e janelas fechadas e os filtros regularmente limpos.
• Cuidado para não esquecer o carregador do celular ligado na tomada.
• Prefira água filtrada à engarrafada, que exige transporte por veículos a diesel.
• Utilize recipientes reutilizáveis, como as bombonas de 10 e 20 litros, ao invés de garrafas descartáveis de plástico. Na composição do plástico exitem elementos derivados do petróleo.
• Não seque roupas atrás da geladeira, isso aumenta consideravelmente o consumo de energia. O varal tradicional é sempre mais indicado que a secadora.
• Use restos de alimentos como adubo orgânico nos vasos de flores ou plantas.
• Realize transações bancárias pela internet – economize o tempo e combustível do deslocamento.
• Procure fazer compras nos mercados próximos a sua casa, onde pode ir a pé. E aproveite para levar a sua própria sacola, reduzindo o consumo de plástico.
• Opte por produtos locais e da estação, que não precisam ser transportados por longas distâncias.
• Prefira produtos duráveis aos descartáveis, esse é o pontapé inicial para reduzir a quantidade de lixo gerado no mundo.
• Reserve o óleo de fritura em garrafas PET e depois encaminhe para alguma entidade que possa reaproveitá-lo.
• Adote o uso de pilhas e baterias recarregáveis. As descartáveis devem ser entregues em postos de coleta, jamais jogadas no lixo comum.
No trabalho
• Desligue equipamentos quando não os estiver usando.
• Desabilite a proteção de tela do computador, que gera um consumo desnecessário de energia.
• Imprima com responsabilidade.
• Recicle material do escritório; adote o uso de papel ecoeficiente ou reciclado e aproveite os dois lados das folhas de papel.
• Tente resolver questões por telefone, ao invés de pegar trânsito para ir e voltar a reuniões rápidas.
• Se puder escolher, prefira notebook ao computador de mesa para economizar energia. No caso de só ter o PC, tente mudar o monitor por um de LCD.
• Tenha a sua própria caneca, para evitar desperdício de copinhos de água e café.
• Contrate bikeboy, ao invés de motoboy. É mais barato e menos poluente.
• Use mídias regraváveis, drives USB e o e-mail. Estes meios são mais indicados do que os CDS e DVDs tradicionais feitos de plástico.
Na vida pessoal
• Evite trocar o celular por puro impulso e, quando o fizer, deixe seu modelo antigo na revendedora para reciclagem.
• Prefira a escada ao elevador para subir poucos andares.
• Ao fazer aplicações bancárias, escolha investimentos socialmente responsáveis.
• Plante árvores, o que continua sendo um bom gesto de preocupação com o meio ambiente. Por exemplo, através de sites como o Clickarvore.
• Pratique ações voluntárias
• Divulgue para todas as pessoas do seu convívio a necessidade de se adotar atitudes social e ambientalmente corretas.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/pegada_de_carbono/p=3
*Com informações do site Planeta Sustentável, da Editora Abril.
Pegada de carbono é a medida do impacto das atividades humanas sobre as emissões de gases do efeito estufa, ou seja, condiz com a quantidade de dióxido de carbono equivalente liberada na realização de cada atividade.
O ciclo de vida de um produto pode ser usado como exemplo. Durante a fabricação, várias etapas liberam gases do efeito estufa, como a extração e o transporte das matérias-primas, a energia utilizada, o transporte do próprio produto, a estocagem (pode incluir câmaras frias) e finalmente a disposição (em lixões, aterros sanitários ou incineradores).
Saiba como agir para reduzir sua pegada de carbono
Uma das iniciativas mais eficazes para reduzir a pegada de carbono é diminuir a dependência de combustíveis fósseis que, quando queimados, emitem toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Outro fator importante é a economia de energia elétrica. Além de reduzir os custos com a conta de luz no fim do mês, essa ação colabora com os esforços globais de mitigação dos impactos do desenvolvimento humano sobre os recursos naturais.
Acompanhe algumas sugestões de como reduzir a pegada de carbono nas atividades diárias.*
• Na rua
• Em casa
• No trabalho
• Na vida pessoal
Na rua
• Na hora de comprar um veículo, prefira os que vêm com a opção flex fuel, abastecer com etanol é menos prejudicial ao ambiente. Quanto maior e mais potente o motor do carro, mais ele irá consumir e poluir.
• Faça regulagem periódica do veículo e prefira lavagem a seco (algumas opções são mais baratas que a tradicional usando água).
• Não jogue lixo na rua.
Em casa
• Aproveite a luz do sol para iluminar a casa, abra bem as janelas e cortinas.
• Use o aparelho de ar-condicionado de maneira racional: com portas e janelas fechadas e os filtros regularmente limpos.
• Cuidado para não esquecer o carregador do celular ligado na tomada.
• Prefira água filtrada à engarrafada, que exige transporte por veículos a diesel.
• Utilize recipientes reutilizáveis, como as bombonas de 10 e 20 litros, ao invés de garrafas descartáveis de plástico. Na composição do plástico exitem elementos derivados do petróleo.
• Não seque roupas atrás da geladeira, isso aumenta consideravelmente o consumo de energia. O varal tradicional é sempre mais indicado que a secadora.
• Use restos de alimentos como adubo orgânico nos vasos de flores ou plantas.
• Realize transações bancárias pela internet – economize o tempo e combustível do deslocamento.
• Procure fazer compras nos mercados próximos a sua casa, onde pode ir a pé. E aproveite para levar a sua própria sacola, reduzindo o consumo de plástico.
• Opte por produtos locais e da estação, que não precisam ser transportados por longas distâncias.
• Prefira produtos duráveis aos descartáveis, esse é o pontapé inicial para reduzir a quantidade de lixo gerado no mundo.
• Reserve o óleo de fritura em garrafas PET e depois encaminhe para alguma entidade que possa reaproveitá-lo.
• Adote o uso de pilhas e baterias recarregáveis. As descartáveis devem ser entregues em postos de coleta, jamais jogadas no lixo comum.
No trabalho
• Desligue equipamentos quando não os estiver usando.
• Desabilite a proteção de tela do computador, que gera um consumo desnecessário de energia.
• Imprima com responsabilidade.
• Recicle material do escritório; adote o uso de papel ecoeficiente ou reciclado e aproveite os dois lados das folhas de papel.
• Tente resolver questões por telefone, ao invés de pegar trânsito para ir e voltar a reuniões rápidas.
• Se puder escolher, prefira notebook ao computador de mesa para economizar energia. No caso de só ter o PC, tente mudar o monitor por um de LCD.
• Tenha a sua própria caneca, para evitar desperdício de copinhos de água e café.
• Contrate bikeboy, ao invés de motoboy. É mais barato e menos poluente.
• Use mídias regraváveis, drives USB e o e-mail. Estes meios são mais indicados do que os CDS e DVDs tradicionais feitos de plástico.
Na vida pessoal
• Evite trocar o celular por puro impulso e, quando o fizer, deixe seu modelo antigo na revendedora para reciclagem.
• Prefira a escada ao elevador para subir poucos andares.
• Ao fazer aplicações bancárias, escolha investimentos socialmente responsáveis.
• Plante árvores, o que continua sendo um bom gesto de preocupação com o meio ambiente. Por exemplo, através de sites como o Clickarvore.
• Pratique ações voluntárias
• Divulgue para todas as pessoas do seu convívio a necessidade de se adotar atitudes social e ambientalmente corretas.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/pegada_de_carbono/p=3
*Com informações do site Planeta Sustentável, da Editora Abril.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Residências terão medidores eletrônicos de energia a partir de 2012
28/09/2010 - 12h17 - Por Sofia Fernandes, de Brasília
O governo está preparando as distribuidoras de energia elétrica para instalarem medidores inteligentes nas residências em todo o país. Com o aparelho, é possível controlar com mais eficiência os gastos de energia e fazer operações remotas, como desligamentos e verificações.
A previsão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é que a resolução, em consulta pública até dezembro, seja aprovada e publicada até o primeiro trimestre de 2011. A partir de então, as empresas terão 18 meses para adotar o novo padrão de medidor, por meio da troca dos equipamentos quebrados e instalação em novas ligações.
Em um segundo momento, as distribuidoras serão obrigadas a trocar todos os 63 milhões de medidores do país, hoje analógicos na maioria dos casos, mas ainda não há data para isso. Atualmente, 7,4% dos medidores do país são eletrônicos.
A troca dos medidores vai deixar o sistema elétrico brasileiro pronto para mudanças, como a adoção de quatro tarifas diferenciadas ao longo do dia. A energia teria um preço mais elevado em horário de pico, que hoje compreende a faixa das 19h às 22h, e custaria menos em horários de menor demanda.
A intenção é reduzir perdas de energia, tornar mais eficientes as cobranças, dar mais opções ao consumidor, que poderá diagnosticar em que horas gasta mais e desligar temporariamente o fornecimento de energia, por exemplo.
CUSTOS
O prazo de 18 meses previsto pela Aneel será para adaptação das distribuidoras e das empresas fabricantes. Há nove delas no Brasil, segundo Hugo Lamin, especialista em regulação da agência, e nenhuma fabrica um modelo com as exigências da Aneel.
Os custos com novos aparelhos serão bancados pelas distribuidoras e repassados para as tarifas. A Aneel justifica que os ganhos com o sistema modernizado também serão repassados para os consumidores.
O governo está preparando as distribuidoras de energia elétrica para instalarem medidores inteligentes nas residências em todo o país. Com o aparelho, é possível controlar com mais eficiência os gastos de energia e fazer operações remotas, como desligamentos e verificações.
A previsão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é que a resolução, em consulta pública até dezembro, seja aprovada e publicada até o primeiro trimestre de 2011. A partir de então, as empresas terão 18 meses para adotar o novo padrão de medidor, por meio da troca dos equipamentos quebrados e instalação em novas ligações.
Em um segundo momento, as distribuidoras serão obrigadas a trocar todos os 63 milhões de medidores do país, hoje analógicos na maioria dos casos, mas ainda não há data para isso. Atualmente, 7,4% dos medidores do país são eletrônicos.
A troca dos medidores vai deixar o sistema elétrico brasileiro pronto para mudanças, como a adoção de quatro tarifas diferenciadas ao longo do dia. A energia teria um preço mais elevado em horário de pico, que hoje compreende a faixa das 19h às 22h, e custaria menos em horários de menor demanda.
A intenção é reduzir perdas de energia, tornar mais eficientes as cobranças, dar mais opções ao consumidor, que poderá diagnosticar em que horas gasta mais e desligar temporariamente o fornecimento de energia, por exemplo.
CUSTOS
O prazo de 18 meses previsto pela Aneel será para adaptação das distribuidoras e das empresas fabricantes. Há nove delas no Brasil, segundo Hugo Lamin, especialista em regulação da agência, e nenhuma fabrica um modelo com as exigências da Aneel.
Os custos com novos aparelhos serão bancados pelas distribuidoras e repassados para as tarifas. A Aneel justifica que os ganhos com o sistema modernizado também serão repassados para os consumidores.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Empresa italiana vai construir 3 parques eólicos na Bahia
Equipamentos gerarão mais de 390 mil MWh, evitando a emissão de 270 mil toneladas de CO2
03 de setembro de 2010 - 12h 27
ROMA - O Enel Green Power, grupo da empresa de energia elétrica italiana Enel, venceu o leilão para a construção de três parques eólicos para gerar um total de 90 Megawatts na Bahia, informou hoje em nota a companhia.
Com uma capacidade instalada de 30 MW cada um, Cristal, Primavera e São Judas, como se chamarão estes três parques, serão capazes de gerar mais de 390 mil MWh anuais, o que é igual ao consumo de aproximadamente 245 mil lares brasileiros e evitar a emissão de cerca de 270 mil toneladas de CO2 na atmosfera, acrescenta o ENEL.
Os parques eólicos serão construídos na Bahia e, devido a sua situação semiárida, aproveitará os incentivos dirigidos ao desenvolvimento da infraestrutura, acrescentou a empresa.
Segundo a elétrica, os três parques eólicos começarão a operar na segunda metade do ano de 2013.
O Enel também adquiriu o direito a assinar um contrato de 20 anos para vender a eletricidade gerada das três fábricas através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica a um preço indexado a 100% da inflação brasileira.
"Este resultado é muito importante para nós, dadas as excelentes qualidades de nossos projetos em termos de produtividade, competitividade de custo e retorno sobre investimento," disse Francesco Starace, Presidente do Enel Green Power.
"Além disso, estamos reforçando nossa presença no Brasil, (...) expandindo também nossa atividade na geração de energia. O Brasil é um grande mercado com recursos renováveis abundantes, e com uma demanda de energia que reflete uma economia em contínuo desenvolvimento", acrescenta Starace.
03 de setembro de 2010 - 12h 27
ROMA - O Enel Green Power, grupo da empresa de energia elétrica italiana Enel, venceu o leilão para a construção de três parques eólicos para gerar um total de 90 Megawatts na Bahia, informou hoje em nota a companhia.
Com uma capacidade instalada de 30 MW cada um, Cristal, Primavera e São Judas, como se chamarão estes três parques, serão capazes de gerar mais de 390 mil MWh anuais, o que é igual ao consumo de aproximadamente 245 mil lares brasileiros e evitar a emissão de cerca de 270 mil toneladas de CO2 na atmosfera, acrescenta o ENEL.
Os parques eólicos serão construídos na Bahia e, devido a sua situação semiárida, aproveitará os incentivos dirigidos ao desenvolvimento da infraestrutura, acrescentou a empresa.
Segundo a elétrica, os três parques eólicos começarão a operar na segunda metade do ano de 2013.
O Enel também adquiriu o direito a assinar um contrato de 20 anos para vender a eletricidade gerada das três fábricas através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica a um preço indexado a 100% da inflação brasileira.
"Este resultado é muito importante para nós, dadas as excelentes qualidades de nossos projetos em termos de produtividade, competitividade de custo e retorno sobre investimento," disse Francesco Starace, Presidente do Enel Green Power.
"Além disso, estamos reforçando nossa presença no Brasil, (...) expandindo também nossa atividade na geração de energia. O Brasil é um grande mercado com recursos renováveis abundantes, e com uma demanda de energia que reflete uma economia em contínuo desenvolvimento", acrescenta Starace.
Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE
01/09/2010 - 13h50 - FELIPE LUCHETE - DE SÃO PAULO
Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE
Estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões de gás carbônico, sendo responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.
Em outros países, a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), segundo o IBGE.
No Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no cerrado.
As queimadas, mesmo irregulares, são comuns no país para renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agropecuária.
A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005. Mas, como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.
Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.
O IBGE diz que, em uma pesquisa com municípios que sofrem com poluição de ar, as queimadas foram a causa mais frequente apontada (63,5%), acima de indústrias e carros.
DESMATAMENTO
Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os Estados que abrangem a Amazônia Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia.
Entre 2002 e 2008, os Estados que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.980 km2).
Desmatamento e queimadas causam 75% das emissões de gás carbônico, diz IBGE
Estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o desmatamento e as queimadas respondem por mais de 75% das emissões de gás carbônico, sendo responsáveis por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.
Em outros países, a elevação de CO2 é geralmente atribuída a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), segundo o IBGE.
No Brasil, contudo, o principal agente é a destruição da vegetação natural, principalmente na Amazônia e no cerrado.
As queimadas, mesmo irregulares, são comuns no país para renovação de pastagens e preparo de novas áreas para agropecuária.
A pesquisa indica tendência de queda no número de queimadas de 2005. Mas, como se baseia em dados até 2009, não leva em conta a onda de queimadas que atinge o país neste ano.
Nas terras indígenas e unidades de conservação, o fogo geralmente se origina fora de seus limites, em propriedades rurais.
O IBGE diz que, em uma pesquisa com municípios que sofrem com poluição de ar, as queimadas foram a causa mais frequente apontada (63,5%), acima de indústrias e carros.
DESMATAMENTO
Embora aponte tendência de queda no desmatamento em todos os Estados que abrangem a Amazônia Legal, o IBGE estima que a área total desmatada em 2009 se aproxima dos 20% da área original da Amazônia.
Entre 2002 e 2008, os Estados que tiveram maior área desmatada do Cerrado em números absolutos foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.980 km2).
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